Arquivo de Maio, 2009

350

Posted in Ambiente on 30 Maio 2009 by Ana Bastos

De acordo com um estudo da ONU, cerca de 300 mil pessoas mor rem todos os anos devido às alterações climáticas que já se têm vindo a fazer sentir. O mesmo estudo aponta para 3 milhões de pessoas afectadas pelos seus efeitos, seja diminuição da água disponível ou dos alimentos produzidos, a ondas de calor ou fogos florestais.
Daqui a 25 anos, estima-se que:

Mais 310 milhões sofrerão de problemas de saúde relacionados com o clima;
Mais 20 milhões de pessoas serão pobres;
Mais 75 milhões de pessoas serão forçados a migrar para tentar escapar aos efeitos das alterações do clima.

Por isso mesmo, há algum tempo atrás, o cientista James Hansen defendeu que deveríamos estabilizar a concentração do CO2 na atmosfera em 350ppm e não em 450ppm, como é defendido pela maior parte das instituições e governos. Hansen afirma que estabilizar a concentração em 350ppm é a única forma de conseguirmos ter a certeza da resposta do planeta porque este valor já pertence ao passado – actualmente a concentração é de 380ppm com tendência crescente.
Hansen justifica que actualmente já se fazem sentir as consequências do aumento da temperatura global e que o “ponto de viragem” (a partir do qual os efeitos podem não ser reversíveis) pode estar algures entre as 350ppm e as 550ppm, pelo que, por um princípio de precaução, deveremos procurar estabilizar a concentração no valor mais baixo do intervalo de perigo. Só assim teremos a certeza que não estamos a interagir com o planeta de formas que não conseguimos totalmente prever nem controlar.
Hansen foi considerado alarmista na década de 90 quando alertou para os efeitos das alterações do clima, entretanto muito daquilo que disse foi sendo confirmado ao longo dos anos.

Em Dezembro, Copenhaga, desenhará a resposta a dar a este problema, esperemos que desta vez, ao contrário de Quioto, a preservação da vida no planeta fale mais alto que os interesses dos senhores do petróleo.

Resultados da Reunião Geral de Alunos

Posted in Conselho Pedagógico e Assembleia de Faculdade, Pedagógico, Política on 29 Maio 2009 by Ana Bastos

Ontem à tarde houve RGA, que fois bem mais participada do que é habitual, estiveram lá mais de cem estudantes.

As deciões que foram tomadas foram:

Época específica:

Este ano já não é possível mudar as datas, no entanto, decidiu-se exigir ao Reitor, Conselho Geral da UL, Director da FCUL e Assembleia, que a época específica regresse a Setembro no próximo ano. Isto porque a época especifica em Julho prejudica muito os trabalhadores estudante e outros com regimes especiais. Além disso há uma grande parte dos estudantes que prefere a época  específica em Setembro.

AAUL:

Tendo em conta que a maior parte dos estudantes que estavam na RGA não conhece o trabalho da AAUL, decidiu-se marcar uma sessão de esclarecimento sobre o assunto.

Situação da Direcção da Associaçõa de Estudantes:

O  Presidente da Associação demitiu-se em Dezembro, bem como outros membros, sem que os estudantes tivessem sido informados “por lapso”. Decidiu-se que a Direcção da Associação de Estudantes deveria fazer um  comunicado a dar conta da  situação e fazer um pedido de desculpas aos estudantes por não ter dado qualquer informação sobre o que se passou.

Cartões de Estudante:

Durante a discussão considerou-se que o uso de cartões magnéticos com indentificação para acesso aos espaços da FCUL durante todo o dia limita a privacidade dos estudantes e que além disso não há informação suficiente para quem não tem cartão.  Considerou-se também que a faculdade deveria estar aberta à comunidade, já que é uma faculdade pública. Considerou-se além disso que os estudantes devem ter direito a ter um cartão de identificação que não faça publicidade a qualquer outra instituição que não a FCUL. Decidiu-se assim exigir a retirada do controlo de acesso à biblioteca com cartões magnéticos, sendo este apenas realizado depois das 20h ou aos fins de semana. Decidiu-se também exigir que a FCUL disponibilize cartões de estudante da FCUL.

Espaços estudante:

Apontaram-se vários problemas em relação aos espaços estudante – pequenos, sem computadores suficientes, com muito barulho, além de que só o do  c1 é que é para todos os alunos, os outros são apenas para determinados cursos. Além disso os alunos não têm  acesso a salas onde têm aulas de certas cadeiras que necessitam de PCs para trabalhar. Assim, decidiu-se pedir para que todos os  espaços estudante sejam abertos a qualquer aluno, seja de que curso for; para que possamos ter acesso às salas de PCs  onde temos aulas para podermos estudar; para que se tente estabelecer um regulamento de uso dos espaços estudante para que quem lá está possa trabalhar.

Fc-Acto na FCUL ainda hoje

Posted in Cultura on 29 Maio 2009 by Ana Bastos

Vale muito a pena!!

Fc-Acto
Grupo de Teatro da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Eu (a natureza é a natureza) de A. Branco, inspirado em Charles Darwin


Encenação: A. Branco

Assistência: Ana Rosa

Interpretação: Teresa Martins, Pedro Silva, Pedro Loureiro, Paulo Mota, Mara Santos, Lúcia Silva, Joana Sobral, Joana Silva, Ivo Coimbra, Étienne Jeanson, Delphine Pessoa, Daniel Alves, Carolina Allegro, Bruno Silva, Ana Rosa, A. Branco

Produção: AEFCL


Sinopse

Um grupo de pessoas, escolhidas ao acaso, participa num jogo de improvisos, uma espécie de “o rei manda”. Jogam segundo regras que eles próprios criaram. Conhecem-se? Gostam uns dos outros? Será que jogam efectivamente? Nos pés uma meia de cada cor, excepto um. Um viagem pela condição humana, pelo animal que habita em cada um de nós…

28 (quinta) às 20h30 e 29 (sexta) às 21h30


Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Campo Grande)

Auditório do Edifício C3

ENTRADA LIVRE

Audição do candidato a Director

Posted in Conselho Pedagógico e Assembleia de Faculdade on 27 Maio 2009 by Ana Bastos

Podes acompanhar via Net aqui.

E-Universidade, finalmente!

Posted in Pedagógico on 27 Maio 2009 by Ana Bastos
PROGRAMA E-UNIVERSIDADE: COMPUTADORES A BAIXO CUSTO PARA ESTUDANTES DO SUPERIOR
À semelhança do que já acontece com outros níveis de ensino com os projectos “e-Escola” e “e-Escolinha”, estudantes e docentes do Superior terão a partir de agora acesso a computadores portáteis a custo reduzido e com condições especiais de pagamento. O programa e-Universidade Toshiba é apresentado esta quarta-feira, em Lisboa.

Docentes e alunos do Ensino Superior poderão a partir de agora adquirir computadores portáteis por 610 euros. A aquisição destes equipamentos será possível através do sistema de empréstimos sem exigência de fiador, instituído pelo Governo em 2007.

Existem três opções de pagamento. Se for pago a pronto, o portátil custa 610 euros. Se a opção for pelas restantes modalidades, em 24 ou 36 prestações, o preço ascende aos 650 euros.

Os computadores vêm equipados com softwares da Microsoft e da Autodesk, especializados em áreas como arquitectura, engenharia, design ou multimédia. Ao contrário do e-escolas e do e-escolinhas, o e-Universidade não inclui contratos de acesso à Internet em banda larga com operadoras móveis, mas permite o acesso a Internet sem fios em todos os campus das instituições de Ensino Superior.

Para já os portáteis podem apenas ser adquiridos através do banco Santander Totta, a única instituição aderente ao programa e-Universidade Toshiba. O programa está aberto a todos os fabrincantes de computadores, assim como a todas as instituições bancárias que o queiram integrar.

O programa e-Universidade Toshisba já tinha sido anunciado em Outubro do ano passado, mas só é lançado oficialmente amanhã, no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa. Resulta da colaboração entre a Toshisba Portugal, a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) e as empresas Prológica, Microsoft e Autodesk.

Surge no âmbito da Rede de Investigação e Aprendizagem Toshiba-Portugal, criada em Outubro de 2008, que contempla também uma cátedra convidada e prevê a instalação de laboratórios de investigação na área dos conteúdos digitais e ateliers de informática em Centros Ciência Viva. O projecto representa um investimento de  1,2 milhões de euros, sendo que 25% desse investimento é suportado pelo Governo português.

Exames!!!

Posted in Pedagógico on 26 Maio 2009 by Ana Bastos

O  Calendário de exames está disponível aqui.

A inscrição é OBRIGATÓRIA para todos os exames que faças e deve ser feita até 48h antes do dia do respectivo exame, no Portal da FCUL.

Podes aceder por webVPN ao Portal.

Cine-eco em Lisboa!

Posted in Cultura on 24 Maio 2009 by Ana Bastos

3ª EDIÇÃO DA EXTENSÃO DO CINE’ ECO

Cinema São Jorge 31 Maio > 04 Junho 2009

Descarrega aqui a versão PDF para impressão

DOMINGO, 31 DE MAIO
15.00h MOSTRA DO CONCURSO DE VÍDEO – “BIODIVERSIDADE EM ESTILO”

SEGUNDA-FEIRA, 01 DE JUNHO
19.15h Flow, for Love of Water | Correntes, por Amor à Água (Menção Honrosa)
de Irena Salina, E.U.A., 2008, 83’, V.O. Inglês

21.30h Die Wetterpropheten | Os Profetas do Clima (Menção Honrosa)
de Christoph Felder, Alemanha, 2007, 62’, Leg. Inglês

TERÇA-FEIRA, 02 DE JUNHO
19.15h Jalagam Vikas – Mitti Ke Bandh | Desenvolvimento Hidrográfico – Tratamento de Áreas em Sulcos (Prémio “Água”)
de Pinky Brahma Choudhury, Shobhit Jain, Índia, 2007, 30’, V.O. Inglês

Der Prater – Ein Wilde Geschichte | O Estádio Verde (Prémio “Pólis”)
de Manfred Corrine, Áustria, 2007, 52’, V.O. Inglês

21.30h A Sense of Wonder | Um Sentimento Maravilhoso (Prémio “Camacho Costa”)
de Christopher Monger, E.U.A., 2008, 54’, V.O. Inglês

QUARTA-FEIRA, 03 DE JUNHO
19.15h Los Ojos Cerrados de America Latina | Os Olhos Fechados da América Latina (Prémio “Antropologia Ambiental”)
de Miguel Mirra, Argentina, 2007, 84’, V.O. Castelhano

21.30h Jaglavak, Prince des Insects | Jaglavak, Príncipe dos Insectos (Prémio “Vida Natural”)
de Jerôme Raynaud, França, 2007, 52’, V.O. Inglês

QUINTA-FEIRA, 04 DE JUNHO
19.15h 1º PRÉMIO DO CONCURSO DE VÍDEO – “BIODIVERSIDADE EM ESTILO”

Under Construction | Em Construção (Grande Prémio Ambiente)
de Zhenchen Liu, França, 2008, 10’, Leg. Inglês

Wüsten im Yormarsch – Europa | Desertos em Movimento – Europa (Prémio “Educação Ambiental”)
de Ingo Herbst, Alemanha, 2007, 50’, V.O. Inglês

21.30h No Penguin’s Land | Não há Terra para os Pinguins (Prémio “Vídeo Não Profissional”)
de Barelli Marcel, Suiça, 2008, 9’

Digital Cemeteries | Cemitérios Digitais (Prémio “Valorização de Resíduos”)
de Yorgos Avgeropoulos, Grécia, 2007, 58’, V.O. Inglês

Saiu o RAdAR!

Posted in Acções MUdA on 23 Maio 2009 by Ana Bastos

capa radar

Descarrega o PDF aqui:

RAdAR nº7 Maio 2009

RGA próxima 5ª feira

Posted in Política on 22 Maio 2009 by Ana Bastos

RGA

Nóvoa no seu melhor

Posted in Universidade de Lisboa on 21 Maio 2009 by Ana Bastos
O Reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa tomou posse, com grande pompa.


Hoje deu uma entrevista ao Público onde tecia críticas fortíssimas ao RJIES, Bolonha e à política de financiamento de Mariano Gago mas claro que o discurso de tomada de posse foi pouco mais do que uma declaração de boas intenções, não estivessem presentes “autoridades e personalidades convidadas”.

Já conhecemos esta maneira de estar do Reitor, faz as críticas quando menos interessa e quando chega a hora de tomar uma posição acanha-se e acaba por se ficar num meio termo que não interessa a ningúem, mas que também não chateia muito ninguém.

O que é triste é que é o melhor que temos…


Propinas em crise

Posted in Financiamento UL, Política, Propinas on 21 Maio 2009 by Ana Bastos

A implementação do regime de propinas no sistema de Ensino Superior Público, na década de 90, foi alvo de forte contestação do movimento estudantil. Alegava-se, na altura, que a medida limitava o acesso universal ao sistema de ensino, promovia uma discriminação no acesso com base em critérios económicos e que teria como consequência última a progressiva elitização do sistema de Ensino Superior. Denunciava-se também a desresponsabilização progressiva do Estado no cumprimento dos seus deveres fundamentais, através da privatização do sistema de ensino. Apontava-se ainda o carácter inconstitucional da medida, já que a lei fundamental do Estado assume que é função deste estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino.

A maioria absoluta aprovou a lei apesar da oposição de toda a comunidade académica, bem como da totalidade da oposição, ficando a ressalva de que as propinas teriam como objectivo melhorar a qualidade do ensino, funcionando como complemento ao financiamento público.

Quinze anos volvidos, e fazendo uma análise retrospectiva da evolução do sistema de Ensino Superior , verifica-se que os receios dos estudantes tinham fundamento. A lei das propinas foi apenas um passo inicial num processo de desinvestimento público no sistema de Ensino Superior e de transferência dos encargos do Estado para os estudantes, bem como de delegação de responsabilidades na iniciativa privada.

No que toca ao montante pago pelos estudantes, o seu valor passou de 6,5€ em 1991/92 para 220€ em 1992/93 e no ano lectivo 2008/09 o valor era de 972,14€. Este valor corresponde a um aumento de 14956% do montante pago pelos estudantes para frequentar o ensino superior. Não se verificou, no entanto, um reforço das despesas de apoio a estudantes economicamente desfavorecidos capaz de acompanhar este aumento dos encargos com a educação. Pelo contrário, o investimento público no Ensino Superior foi diminuindo progressivamente o que conduziu a situações dramáticas em algumas instituições.


Ainda este ano a U.L. atingiu uma situação crítica, bem expressa na deliberação do Senado que denunciava “práticas desresponsabilizantes de sub-orçamentação ou, pior ainda, obrigando-as a medidas de ‘comercialização’ do ensino e de desqualificação do seu corpo docente”

Por outro lado, os estudantes do ensino superior portugueses são os que maior esforço financeiro fazem para frequentar o ensino superior – 11% do PIB per capita – em toda a Europa. No entanto, o investimento público no Ensino Superior corresponde a apenas 1% do PIB, metade do valor proposto pela Comissão Europeia em Abril.

A crise económica e financeira mundial agravou consideravelmente a situação de muitos estudantes que ainda frequentavam o Ensino Superior com sérias dificuldades. Nos últimos meses assistiu-se a um aumento das desistências de estudantes por motivos económicos e a cada vez maiores atrasos no pagamento das propinas, sendo que uma parte dos estudantes com propinas em atraso poderá ser forçado a desistir no final do ano lectivo. Só poderemos conhecer toda a dimensão do problema no início do próximo ano lectivo. Por outro lado, registou-se também um aumento considerável de pedidos de bolsa de estudo ou de revisão dos seus valores.

A Universidade torna-se novamente, e cada vez mais, um espaço de exclusão onde o acesso é determinado por factores económicos.

Impõe-se, no imediato, a implementação de medidas urgentes de apoio a todos os estudantes que corram o risco de ser forçados a desistir ou que enfrentem sérias dificuldades para prosseguir os estudos. A reserva do Orçamento de Estado para recuperação institucional e reforços (20 milhões de €) deverá ser totalmente utilizada e deveria ainda ser criado um fundo de emergência para reforçar os serviços de Acção Social das diversas instituições.

Na Universidade de Lisboa medidas como a implementação efectiva do Regulamento de Bolsas de Apoio Extraordinário, a revisão do valor das propinas pago por estudantes cujo agregado familiar tenha dois ou mais filhos a estudar no Ensino Superior, o prolongamento dos horários das cantinas, a implementação dos projectos de novas residências universitárias e a promoção de sistemas de empréstimo de bibliografia e materiais de esutdo entre colegas, poderão contribuir para a melhoria da situação de uma parte dos estudantes. No entanto, se no curto prazo estas medidas são fundamentais, a médio/longo prazo são claramente insuficientes.

A crise veio apenas acelerar o processo que se iniciou na década de 90, revelando as suas consequências em toda a extensão e de forma mais abrupta.

Os estudantes não devem por isso limitar-se a procurar resolver os problemas imediatos, devem também denunciar a sua raiz e retomar a crítica a um modelo que provou ir contra os princípios de universalidade e de igualdade do direito à educação. Mais ainda quando esses princípios estão consagrados na lei: “Princípio da não exclusão, entendido como o direito que assiste a cada estudante de não ser excluído, por carências económicas, do acesso e da frequência do ensino superior, para o que o Estado deverá assegurar um adequado e justo sistema de acção social escolar”, da Lei de Bases do Financiamento do Ensino Superior, ou na própria Constituição da República que garante a igualdade de oportunidades no acesso ao Ensino Superior.

A exigência fundamental deve ser, por isso, a de um sistema de Ensino Superior democrático, ao serviço de toda a sociedade e de acesso universal, o que claramente só pode ser assegurado se este for público e tendencialmente gratuito. A defesa do Ensino Superior público deve passar pela exigência de um verdadeiro investimento público no sistema de Ensino Superior, cuja medida seja a das necessidades das instituições e dos estudantes; pelo estabelecimento de um regime de Acção Social justo e eficaz; e por uma progressiva redução das propinas até à sua eliminação. A defesa do Ensino Superior Público passa também pela solidariedade e pela cooperação com estudantes de outras instituições, ao contrário da lógica corporativa de defesa dos interesses particulares que tem prevalecido no seio do movimento estudantil.

Se é certo que a crise agravou os problemas dos estudantes do Ensino Superior, também é certo que lhes abriu a oportunidade de questionar o modelo que lhes foi imposto e de começar a construir um Ensino Superior mais justo, mais igualitário e mais democrático.

No blog RGA.


Reitor toma hoje posse

Posted in Política, Universidade de Lisboa on 21 Maio 2009 by Ana Bastos
O Reitor da UL – António Nóvoa toma hoje posse às 18h.

Entretanto fica aqui a entrevista que o Público lhe fez hoje.

Está desiludido com a forma como o Governo tem tratado o sector.
Nas universidades está a resposta para a crise, diz o investigador

O professor e investigador António Nóvoa foi reeleito reitor da Universidade de Lisboa (UL) já pelas regras do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). A lei tem pouco mais de um ano, mas o reitor considera-a ultrapassada. Nóvoa confessa estar desiludido com o primeiro-ministro porque não cumpriu as promessas feitas. É preciso investir mais na universidade porque é ela que vai ajudar a encontrar as respostas para ultrapassar a crise, defende.
Foi eleito com base no RJIES. Por que é que diz que está ultrapassado?
O RJIES é o fechar de um ciclo em que se endeusava a lógica do mercado, da gestão empresarial e parecia que não havia outra maneira de organizar as instituições. Nos últimos seis meses, o mundo avançou de uma maneira tão brutal que muitos destes modelos se tornaram caducos. Temos que inventar outros modelos de funcionamento para as instituições.
Como serão esses modelos?
Há um aspecto central que se traduz na necessidade de encontrar modelos de maior participação da comunidade académica. A ideia de que os estudantes são clientes é absurda, estes são membros da comunidade académica e devem participar da vida da universidade. Quando a ideia do RJIES foi apresentada, lembro-me de uma frase de Vital Moreira que chamou ao reitor um CEO [presidente executivo]. Eu não sou CEO, mas reitor. Em vez da participação democrática, o modelo abre a porta a oportunismos e isto não é bom. O governo da universidade hoje é mais complicado do que era no passado.
A crise económica veio evidenciar os problemas do financiamento às instituições?
Hoje, finalmente, a sociedade portuguesa percebeu que houve um desinvestimento brutal nos últimos anos. Quando foi aprovada a Declaração de Praga, Durão Barroso disse que seria um erro, neste momento de crise, não investir nas universidades, porque são elas que podem ajudar as sociedades a sair da crise. Esta ideia, infelizmente, não chegou a Portugal. Há um problema de critérios porque o financiamento é pouco transparente.

Porque não se tem cumprido a fórmula de financiamento?

Não há fórmula, é uma falácia. No momento em que o Governo fixa um plafond e diz “agora ponham-se uns contra os outros, a ver quem consegue a maior fatia do bolo”, não há fórmula. Há o sentimento de que estamos a competir pelo mesmo, o que contribui para uma relação difícil entre as universidades.
O primeiro-ministro fez promessas às instituições de que 2009 seria um ano de mais investimento. Estamos em Maio, mudou alguma coisa?
Há uma desilusão grande pela maneira como as coisas foram ditas e não foram cumpridas. Em Janeiro de 2008 foi-nos dito que toda a folga orçamental seria canalizada para o ensino superior, em Julho foi-nos dito que infelizmente a folga era mínima, mas a prioridade do ensino superior se mantinha. Tudo isto eu consegui perceber e aceitar. O que é incompreensível é que no momento em que se deram incentivos à economia não tenha havido um único cêntimo para os edifícios que estão a cair de podres.
Como vê o facto de os alunos terminarem os cursos e não encontrarem trabalho?
O debate da empregabilidade deve ser visto por um lado, no sentido de um país com níveis de qualificação extraordinariamente baixos – por isso nos causa incómodo que uma pessoa licenciada não tenha um emprego à altura. Sabemos que, no futuro, metade dos empregos disponíveis vão exigir ensino superior. Temos que tentar passar este discurso para a sociedade.
A UL já concluiu a transição para Bolonha?
O essencial de Bolonha está longíssimo de ser cumprido em Portugal. É evidente que houve uma operação de cosmética. Quando se publica a lei, em 2006, e as instituições tiveram 12 horas para entregar os cursos adequados, deu–se o sinal que não era para ser a sério. Bolonha foi feita num período em que não havia liderança nas universidades e, durante quatro anos, quando mais precisávamos de avaliação, esta não existiu. Quatro anos sem avaliação é um acto de irresponsabilidade. Não houve tempo para formação, para avaliação. Vai tudo pagar-se caro.

É uma oportunidade perdida?
Há sempre novas oportunidades mas, depois de Bolonha a brincar, vamos ter que fazer Bolonha a sério. Essa tem três matrizes: a mais positiva, que é a abertura e mobilidade; a segunda, a “mudança de paradigma”, em que estar na universidade é estar de outra maneira que implica laboratórios, bibliotecas, estudo autónomo. É insensato aplicar Bolonha num momento de cortes financeiros e isso não deu bons resultados. O terceiro ponto é o da empregabilidade. É muito difícil que no final do 1.º ciclo se dê boa formação de base e se dê um diploma profissional.

Fc-Acto na Festa Gulbenkian!

Posted in Cultura on 20 Maio 2009 by Ana Bastos

http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=160&article_id=1721

Fundação Calouste Gulbenkian

23 (sábado) e 24 (domingo) às 15h30

Auditório 3

2 euros

Fc-Acto

Grupo de Teatro da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Eu (a natureza é a natureza)

de A. Branco, inspirado em Charles Darwin

Encenação: A. Branco

Assistência: Ana Rosa

Interpretação: Teresa Martins, Pedro Silva, Pedro Loureiro, Paulo Mota, Mara Santos, Lúcia Silva, Joana Sobral, Joana Silva, Ivo Coimbra, Étienne Jeanson, Delphine Pessoa, Daniel Alves, Carolina Allegro, Bruno Silva, Ana Rosa, A. Branco

Sinopse

Um grupo de pessoas, escolhidas ao acaso, participa num jogo de improvisos, uma espécie de “o rei manda”. Jogam segundo regras que eles próprios criaram. Conhecem-se? Gostam uns dos outros? Será que jogam efectivamente? Nos pés uma meia de cada cor, excepto um. Um viagem pela condição humana, pelo animal que habita em cada um de nós…

Eleição do director da FCUL

Posted in Conselho Pedagógico e Assembleia de Faculdade on 20 Maio 2009 by Ana Bastos

Foi apresentada apenas uma candidatura ao cargo de Director da FCUL: o prof. Pinto Paixão do departamento de Estatística e Investigação Operacional.

Podes consultar o plano de acção aqui.

Vai haver uma audição pública, aberta a todos os estudantes, professores e funcionários da FCUL para ouvir e discutir as prostas apresentadas pelo canditado para os próximos 4 anos.

A audição é na próxima 4ªfeira, pelas 14h30 no auditório do C3.

Aparece e traz perguntas!! :)

Até quando?

Posted in Cultura on 16 Maio 2009 by Ana Bastos

Vivem numa ilha perdida no meio do Pacífico.


Não têm electricidade, nem carros, nem televisão, muito menos internet. Cultivam a terra para assegurar apenas parte da sua subsistência. De vez em quando recebem a visita de um navio que lhes leva alguns alimentos. O dióxido de carbono que produzem – praticamente o da própria respiração.

No entanto, são eles que nos últimos anos têm visto as suas colheitas destruídas pelas ondas do mar. Isto porque o ponto mais alto da ilha está apenas a 1,70m do nível do mar – a altura de uma pessoa. Nesta situação, basta um pequeno aumento da temperatura global para que a subida do nível do mar (devido à expansão térmica) tenha consequências dramáticas. São eles que têm agora de ser evacuados da sua ilha, onde sempre viveram, porque se tornou impossível habitá-la.

São portanto, estes que sofrem muito antes de nós as consequências do aquecimento global. Estes que produzem para comer, estes que nunca viram uma cidade, estes que devem conhecer apenas os aviões que sobrevoam a ilha, estes que não sabem o que é uma refinaria de petróleo. Que provavelmente nem sabem o que é o CO2, ou o aquecimento global.

E é à custa deles que mantemos um estilo de vida de abundância e desperdício.

Até quando?